Dignidade para a educação


Oi Gente!

É a coisa tá feia! Há muito tempo que eu reclamo por aqui da minha profissão. Sempre proclamando meu amor pelo que faço, mas sempre reclamando! Tem horas que fica até chato né?
Agora parece que a categoria resolveu acordar e começar a lutar por melhorias nas condições de trabalho.

Desde semana passada os professores da rede pública de SP estão em greve. E meus colegas de escola de braços cruzados, figindo que nada estava acontecendo. Não digo que eu tbm não estava, afinal é bem assustadora a ideia de ficar sem salários ou sem o pouco que ainda temos. Mas como deixar que companheiros lutem sozinhos? Se sacrifiquem  sozinhos para o bem do todos. Eu não conseguiria, é contra minha natureza, contra as coisas que acredito. Então, ontem, depois de muita briga e discussão, a escola em que trabalho aderiu à greve.

 O que reivindicamos?

   - reajuste salarial imediato de 34,3%
   - incorporação das gratificações e extensão aos aposentados
   - plano de carreira justo
   - garantia de emprego
   - fim das avaliações excludentes


    O que recebemos?

       - ameaças, ameaças, AMEAÇAS


    O excenlentíssimo sr govenador alegou que menos de 1% do professorado paulista está em greve e que vai descontar os dias não trabalhados dos grevistas e diminuir valor do bônus.

    Peraí... bônus? Que bônus? Alguém pode me apresentar um professor que realmente tenha recebido um bom bônus? Eu não conheço. A média entre meus colegas de trabalho foi de 600 a 700 reais. Bem longe valor prometido e anunciado pelo governo. (O meu foi de 230 reais).

    Na verdade, a realidade está bem distante do que é apresentado nas propagandas de TV, onde as escolas aparecem sem classes superlotadas, com bibliotecas, alunos uniformizados, bem comportados e professores felizes com o bônus. As salas de aula estão superlotadas, com média de 43 alunos/sala ou fechadas, quando existem milhares de professores desempregados no paí­s. Tem aluno que bate em professor, xinga, fala palavrão, liga o celular para ouvir música nas alturas. Os alunos bons sempre vão existir, alguns melhores que os da escola particular, e são estes que conquistam a dedicação da gente. A realidade é que o Estado mais rico da Federação investe pouco na área de educação. Outros nove estados brasileiros remuneram melhor seus professores.

    Como exigir de professores mal remunerados qualidade no ensino? É necessário e urgente implementar programas de capacitação e melhorar a remuneração para suprir tanto necessidades básicas como culturais. O professor deve ser tratado com dignidade e precisa ter uma sobra financeira para ir ao cinema, teatro, shows, assinar um jornal ou uma revista. A maioria dos professores deixa de lado a própria família para corrigir trabalhos, provas e preparar aulas. Vivem no corre-corre de uma sala pública para uma sala particular para pagar as contas do fim do mês. Como arranjar tempo e dinheiro para fazer um mestrado, doutorado ou até mesmo uma pós-graduação? É muito humilhante admitir isso, mas infelizmente é a relidade em que convivo todos os dias. Sou cobrada por todos os lados, como professora tenho que dar exemplos, conhecer várias culturas, saber o que se passa no mundo. Mas com que tempo, se minha jornada chega a 48 horas de trabalho por semana (em sala de aula, fora os HTPCs), juntando a escola pública e particular.



    Como eu gostaria que fosse?

       - Uma escola onde o professor ganhe o suficiente para dar no máximo 6 horas aulas diárias e que tenha tempo para solicitar trabalhos de pesquisa, corrigir provas, criar aulas dinâmicas e alternativas;
       - Ter no máximo 30 alunos por sala;
       - Hajam cursos de qualificação e atualização profissional constante, e que tenham professores capacitados para substituir o professor que esteja em curso, com a mesma qualidade;
       - Que as benditas gratificações e o bônus sejam incorporados ao salário;
       - Que os professores inativos tenham os mesmos direitos e benefícios que os ativos;
       - Que o professor tenha tempo e dinheiro para prosseguir seus estudos (mestrado, doutorado, pós-graduação, lato sensu, etc.);




    Resumindo: DIGNIDADE PARA A EDUCAÇÃO!

    Bom gente, é isso.Torçam para que alguma boa mundança venha, antes que a educação perca as boas cabeças que ainda se dispõem a trabalhar por ela.

    B-jusssss! ♥
    :-|

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