O Começo do Adeus - Anne Tyler

TYLER, Anne. O Começo do Adeus. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2012. 206 páginas. Título original: The begenner's goodbye.

Avaliação (1 a 5) ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

"Talvez a razão pela qual eu nunca tivesse perguntado a Dorothy por que ela tinha voltado quando voltou era porque isso faria com que ela se perguntasse a mesma coisa. Se ela tivesse simplesmente voltado aos poucos, vagueando sem perceber, como se retorna a um endereço antigo por força do hábito, então, se eu trouxesse o assunto à tona, ela poderia dizer: 'Ah! Mas que coisa! Eu deveria estar indo embora!'." (p. 11)
O Começo do Adeus foi um livro que chegou já algum tempo aqui em casa, e como tinha vários outros livros interessantes para ler, acabei deixando ele de lado. Quando vi que a Editora Novo Conceito vai lançar outro livro da Anne Tyler (Lições de Vida), quis logo ler esse, para conhecer um pouco mais a autora. Peguei o livro sem saber muito a respeito dele e totalmente sem expectativas. Ainda bem...

Aaron Woolcott é um homem de 36 anos que está vivendo o pior pesadelo de todos - perder sua esposa, companheira e melhor amiga, a dr. Dorothy Rosales. Eles tinham um casamento estável, feliz, e Aaron estava satisfeito com a vida que levava ao lado dela. Até que em uma tarde, um enorme carvalho cai sobre sua casa e destrói o solário onde sua esposa estava. Ele se salva porque estava no quarto, depois de uma discussão boba com Dorothy.

Aaron fica completamente devastado e não sabe como lidar com a perda da esposa. Ele não consegue aceitar os cuidados e o consolo de seus amigos e de sua irmã Nandina, que para ele soam falsas e acabam o irritando. Mas então, um dia, Dorothy volta. Ela aparece para ele nos momentos mais estranhos e improváveis: na frente de casa, no quintal, na feira comprando verduras. Com medo de perdê-la novamente, ele nem mesmo lhe pergunta o porquê de ter voltado. Talvez Dorothy queira apenas ensiná-lo a se despedir.

* * * *
Comecei a leitura desse livro esperando me emocionar com a história, já que temas assim sempre me tocam. Mas não foi isso o que aconteceu. Conforme o enredo foi se desenvolvendo, eu fui achando tudo muito monótono e melancólico. A narrativa não ocorre de maneira linear, os capítulos vão se alternando entre passado e presente, sempre sob o ponto de vista de Aaron, o que faz com seja bem fácil a gente perder o interesse na história.

Por outro lado, a construção do personagem principal foi na medida certa. É difícil não gostar de Aaron e não se comover com seu drama. Mas conforme ele vai passando pelas fases do luto, ele começa a se fazer perguntas que até então ele não faria e passa a enxergar seu casamento de outra maneira. Mas pouco se sabe dos personagens secundários, o que foi uma pena, já que haviam alguns deles até bem interessantes, como Nandina e Peggy.

Recomendo para quem gosta de livros melancólicos e com poucos personagens. Não é meu tipo de leitura preferida, mas também não foi de todo mal. É aquele tipo de livro morno que a gente lê e logo se esquece dele.

B-jussss! ♥
;-p

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