Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra - Leigh Bardugo


BARDUGO, Leigh. Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra. Tradução Mariana Serpa. São Paulo: Editora Arqueiro, 2017. 400 p. (Lendas da DC, v.1). Título original: Wonder Woman: Warbringer. Skoob. Comprar.

Sinopse
Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana.
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.
No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Mulher-Maravilha virou um fenômeno em 2017, ícone de beleza e força e símbolo do feminismo e empoderamento da mulher, ela foi sucesso absoluto em todos os meios de comunicação em que apareceu. Assim, quando o livro foi lançado, eu não quis ficar de fora de mais essa novidade, e agora trago minhas impressões para vocês.

A princesa Diana é filha da deusa Hipólita e tudo o que ela mais deseja é mostrar para as demais amazonas que é tão digna de viver em Temiscira quanto elas. Diferente delas, que foram guerreiras em outra vida e mortas em batalha, Diana não teve a mesma oportunidade de ingressar na ilha por sua bravura, já que ela foi feita pela Terra, fruto do desejo de sua mãe em ter uma filha. Mas quando finalmente a oportunidade surge, ela joga sua chance fora e quebra uma das mais importantes regras da ilha ao salvar uma mortal do afogamento. Mas Diana logo descobrirá que não resgatou uma garota comum, e que com esse ato de valentia ela pode ter condenado o mundo.

Alia Keralis queria apenas escapar de seu irmão superprotetor com um semestre no mar. Ela não sabe que está sendo caçada por pessoas que pensam que sua existência poderia desencadear uma guerra mundial. Quando uma bomba explode a bordo de seu navio, Alia é resgatada por uma menina misteriosa de força extraordinária e forçada a enfrentar uma verdade horrível: Alia é uma Semente da Guerra - uma descendente direta de Helena de Troia, destinada a criar uma era de derramamento de sangue e miséria.

Juntas as duas meninas enfrentarão um exército de inimigos - mortais e divinos - determinados a destruir ou possuir as Sementes da Guerra. Testadas além dos limites de suas habilidades, Diana e Alia devem encontrar uma maneira de liberar forças escondidas e forjar uma aliança improvável. Porque se elas tiverem alguma esperança de salvar seus dois mundos, terão que permanecer lado a lado.

Não podemos evitar a forma como nascemos ou o que somos. Mas podemos escolher o rumo de nossas vidas.

Eu estava bem ansiosa pela leitura de Mulher-Maravilha, mas admito que o livro não foi tudo o que eu imaginava. Tem uma premissa instigante, mitologia bem trabalhada e dá um grande destaque para a força da mulher, a amizade e o companheirismo, mas nem tudo é bem estruturado. Muitos dos elementos que considero cruciais para o bom desenvolvimento do enredo e que demonstram o que a Mulher-Maravilha representa nos dia atuais foi tratado com uma certa irrelevância. O livro tem um ar juvenil demais, mesmo que Diana seja apenas uma adolescente, eu esperava um pouco mais de maturidade dele.

A narrativa é em terceira pessoa, e alterna entre Diana e Alia. Apesar de ser bem fluída, sinto que se fosse em primeira pessoa teríamos aproveitado bem mais a história já que poderíamos ter acompanhado mais de perto todos os dilemas da personagens.

- Não existe alegria em ter nascido mortal. Você jamais terá que conhecer a aflição que é ser humana. Dentre todas nós, apenas você jamais conhecerá a dor da morte.


No geral, não é um livro ruim. De leitura rápida e fácil, ele oferece algumas horas de entretenimento, mas falha ao trazer uma Mulher-Maravilha imatura e cheia de dramas adolescentes. Se por um lado, essa característica pode atrair um público mais jovem para a heroína, por outro, pode decepcionar fãs mais antigos, como aconteceu comigo.

O livro faz parte da série Lendas da DC e teremos mais três livros depois desse. O próximo volume será o do Batman escrito pela autora Marie Lu, seguido pela Mulher-Gato com Sarah J. Mass. E finalmente Superman com o autor Matt De La Peña.

A autora

Leigh Bardugo é autora de Six of crows: sangue e mentiras, Crooked kingdom: vingança e redenção e da trilogia Sombra e Ossos. Nascida em Jerusalém, cresceu em Los Angeles e se formou pela Universidade de Yale. Ainda pequena foi enlaçada pela Mulher-Maravilha e passou boa parte da infância elaborando braceletes de papel e rodopiando na garagem. Atualmente mora e trabalha em Hollywood, onde vez ou outra pode ser vista cantando com sua banda.

Avaliação (3/5)




B-jussssss!
;-p

3 comentários:

  1. Por mais sucesso que tenha feito no ano que passou eu não vi rsrs. Não assisti o filme e infelizmente não li o livro. Não pe o livro que eu deseje muito ler, mas quero ter a série completa para colocar na estante do meu filho, que ama heróis e afins. Uma pena que tenha se decepcionado com algumas coisas no enredo, mas fã é fã né, sabe quando a coisa é boa e quando não é. Gostei de conhcer a sua opinião sobre o livro.

    Beijos.
    https://cabinedeleitura0.blogspot.com.br/

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  2. O livro vai totalmente contra o que o filme parece ser, né? Essa coisa dela ser imatura e tal me deixou um pouquinho desanimada, isso porque nem sou tão fã assim. Espero que reparem esses erros nos próximos livros, os fãs agradecem!

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  3. Eu fiquei com vontade de ler essa versão de Mulher Maravilha, acho que deve ser interessante conhecer essa interpretação da personagem.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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