Um Mundo sem Príncipes - Soman Chainani


CHAINANI, Soman. Um Mundo sem Príncipes. Tradução Alice Klesck; ilustrações Iacopo Bruno. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, 2017. 320 p. (A Escola do Bem e do Mal, v.2). Título original: A world without princes. Skoob. Comprar.

Sinopse

Nesta esperada continuação de A Escola do Bem e do Mal, as melhores amigas Sophie e Agatha estão de volta ao seu lar, em Gavaldon, para viver seu desejado final feliz, certas de que seus problemas terminaram. Mas a vida não é mais o conto de fadas que elas esperavam. Quando Agatha escolhe um fim diferente para sua história, ela acidentalmente reabre os portões da Escola do Bem e do Mal, e as meninas são levadas de volta para um mundo totalmente modificado. Agora, bruxas e princesas moram juntas na Escola para Meninas, na qual são inspiradas a viver uma vida sem príncipes. Tedros e os meninos estão acampados nas antigas Torres do Mal, onde os príncipes se aliaram aos vilões, e uma verdadeira guerra está se armando entre as duas escolas. O único jeito de Agatha e Sophie se salvarem é procurando restaurar a paz. Será que as amigas farão as coisas voltarem ao que eram antes? Sophie conseguirá ficar bem com Tedros nessa caçada? E o coração de Agatha, pertencerá a quem? O felizes para sempre nunca pareceu tão distante.

Eu adoro quando começo a ler uma série que já tem vários livros lançados no Brasil porque assim eu posso emendar a leitura de um com o outro, ainda mais se gostei da história. E foi esse o caso de A Escola do Bem e do Mal: no mesmo dia em que terminei o primeiro já comecei o segundo pois estava louca para conhecer o destino de Sophie e Agatha depois de todas as aventuras do primeiro livro.

Outro motivo que me fez correr ler o segundo livro foi que, para mim, o final do primeiro livro foi bem satisfatório. O autor poderia facilmente encerrar a história ali mesmo, já que achei incrível as escolhas feitas por Agatha, era só encontrar um jeito de encaixar o príncipe Trevor nisso tudo e pronto! Continuar a história poderia se arriscar a pôr tudo a perder, mas é com muito alegria que digo a você que não foi isso o que aconteceu. Muito pelo contrário, gostei até mais desse livro do que o primeiro.

A partir daqui tem spoiler do primeiro livro!!!!

O vilarejo de Gavaldon é assombrado por uma maldição há mais de duzentos anos. A cada quatro anos dois adolescentes são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde são treinados para serem heróis ou vilões de contos de fadas. No último ano, Agatha e Sophie foram levadas e, a julgar pela aparência das meninas, Sophie tinha certeza de que estava destinada a ser uma princesa. Mas para sua surpresa, Agatha foi para a escola do Bem e ela para a escola do Mal. Recuperadas do choque inicial e depois de muitas aventuras, elas quebram a maldição e são as primeiras a conseguirem voltar para casa.

Logo que chegam a Gavaldon, as meninas são tratadas como celebridades, mas aos poucos as pessoas  foram se esquecendo do que aconteceu e logo ninguém mais falava nisso. Mas Sophie, egoísta e fútil como sempre, só consegue pensar em maneiras de voltar a ter atenção, enquanto Agatha começa a ter vislumbres de um conhecido príncipe e acaba desejando que seu final feliz tivesse sido diferente. Ao fazer isso ela acidentalmente reabre as portas da Escola do Bem e do Mal.


As meninas são arrastadas de volta à escola mas ao chegarem percebem que tudo está diferente. Quando Agatha escolheu Sophie ao invés do príncipe Tedros, o seu primeiro e grande amor, ela mudou as coisas pois agora as princesas acreditam que podem ter seu final feliz sozinhas e não precisam mais dos príncipes. Então agora, na lugar da Escola do Bem e do Mal existe a Escola das Meninas e dos Meninos, as meninas vivem onde era a Escola do Bem e os garotos na escola do Mal. Tedros é o novo diretor da escola dos meninos e para ele só existem duas maneiras de tudo voltar ao que era: ou Agatha escolhe ficar com ele ou Sophie tem que morrer. Mas para Evelyn Sader, a nova diretora da escola das meninas, existe uma terceira opção: começar uma guerra e acabar com os meninos de uma vez por todas!

Nesse segundo volume, A Escola do Bem e do Mal continua na linha de desconstruir conceitos. Enquanto no primeiro livro Soman Chainani discute a questão dos estereótipos e dos padrões que a sociedade nos impõe, agora ele traz a tona os conceitos do feminismo e a ideia errônea de que ser feminista é ser contra os homens. E eu adorei como ele conseguiu mostrar isso sem perder o foco no enredo e de forma quase lúdica, fazendo com que fique bem acessível para os mais jovens. Acho muito importante que esse conceito seja trabalhado com crianças e adolescentes e os ajudem a crescer entendo melhor sobre o que é e o que não é ser feminista.

"Então, deixe-me entender isso direito", Hester olhou, sentada em uma pia dourada, ao lado de Anadil, ambas vestindo a túnica preta dos Nunca. "Tedros quer matar Sophie. Sophie quer matar Tedros. E, a menos que você encontre um final com um deles agora, todo mundo nesta escola morre."

A narrativa continua muito leve, ágil, divertida e cheia de reviravoltas. Quando você pensa que o enredo segue por um caminho, logo vem outro acontecimento que muda tudo! E o melhor foi que o foco da história não está mais somente em Sophie e Agatha e personagens que eram secundários no primeiro livro puderam brilhar agora, como Trevor por exemplo. Isso e a adição de novos personagens deram uma nova perspectiva à história, fazendo com que ela superasse a primeira.

A edição está muito bem feita e as ilustrações estão mais lindas ainda. E ao contrário do que aconteceu com o primeiro livro, neste o final é aberto e para em um momento super dramático. Ou seja, já estou louca pelo terceiro!

Série A Escola do Bem e do Mal

  1. A Escola do Bem e do Mal
  2. Um Mundo sem Príncipes
  3. Infelizes para Sempre
  4. Em Busca da Glória
  5. A Crystal of Time (Ainda não publicado no Brasil)

O Autor

Soman Chainani é fascinado por contos de fadas (mais que as crianças de Gavaldan). Cresceu lendo essas histórias e assistindo às animações da Disney. Quando fez sua graduação em Harvard, praticamente criou uma matéria para ele mesmo, sobre contos de fadas, e escreveu uma tese sobre o motivo pelo qual os vilões são tão irresistíveis.
Roteirista aclamado, é mestre pela Columbia University na área de Cinema (Direção) e foi ganhador do prêmio máximo da instituição, o FMI Fellowship. Seus filmes já foram exibidos em mais de 150 festivais ao redor do mundo, tendo ganhado mais de 30 prêmios de júri e público. Suas premiações como autor incluem o Big Bear Lake, o New Draft, o CAPE Foundation, o Sun Valey Writers’ Conference e o cobiçado Shasha Grant, concedido por um júri internacional de executivos de cinema.
Quando não está escrevendo histórias ou lecionando em Nova York, Soman é um jogador de tênis habilidoso e difícil de vencer (ficou dez anos sem perder um primeiro set!). Até que começou a escrever A Escola do Bem e do Mal. Agora, ele perde sempre.

Avaliação (4/5)




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