Tempest - Julie Cross

CROSS, Julie. Tempest. São Paulo: Jangada, 2012. 368 p. Título original: Tempest.

"O dia 30 de outubro de 2009 podia ser o futuro nessa linha do tempo, mas para mim era história. E o que aconteceu a Eileen não ia acontecer a Holly. Eu estava determinado a fazer qualquer coisa para me certificar disso." (p. 309)

O ano é 2009 e Jackson Meyer está com 19 anos. Ele é um garoto comum que vai à faculdade, tem uma namorada - Holly, e um melhor amigo nerd - Adam, uma situação financeira confortável. Normal demais, né? Mas tudo muda quando, ao completar 18 anos, Jackson descobre que pode viajar no tempo. 
Agora esqueça absolutamente tudo o que você sabe sobre viagem no tempo, tudo aquilo que você viu nos filmes de Hollywood ou sonhou durante seus delírios literários. Quando Jackson "salta" no tempo ele não muda nada no futuro e também não consegue viajar para além de sua vida. Ou seja, ele só faz pequenos saltos de poucos minutos.
Ele conta seu segredo a Adam, e eles começam a fazer experiências, tentando entender o que acontece.

Até aqui estava tudo calmo, até que o dormitório universitário onde Jackson e Holly estavam é invadido por dois estranhos que tentam levá-o à força. Depois de uma rápida discussão, um deles atira em Holly e, desesperado, Jackson salta para salvar sua vida, deixando a namorada para trás. Ele vai para 2007, e dessa vez alguma coisa deu errada, pois ele não consegue mais voltar para 2009. Só lhe resta tentar se adaptar em sua nova realidade, descobrir o que provocou essa mudança e tentar salvar a vida de Holly.

Além de se ver fora de seu mundo, Jackson vai enfrentar novo desafios: como o envolvimento da CIA em sua história, o surgimento dos Inimigos do Tempo (IDTs) que parecem serem os responsáveis pelo assassinato de Holly em 2009, e finalmente ele vai ter que superar a dor de ter perdido sua irmã gêmea Courtney, que morreu com um câncer no cérebro aos quinze anos. Jackson sempre evitou tocar no assunto, mas agora parece que entender a morte da irmã pode ajudá-lo a desvendar alguns mistérios.

"Meu maior medo é dizer... eu te amo. Mesmo que seja verdade. Tenho medo de dizer porque é tão definitivo... É como um adeus. Mas eu não estou me despedindo. Não vou fazer isso nunca.
Talvez você possa tentar ficar mais um pouco, por mim. Porque eu não sei ser eu sem você." (p. 235)

* * *

É bem complicado falar e livro que a gente gostou demais, porque por mais que você escreve, sempre fica a sensação de que não falou tudo. Parece que sempre deixamos algo importante para trás. E acredito que agora esse vai ser o caso, pois fiquei encantada com essa livro!

Para começar foi um duplo debut: eu nunca tinha lido nada sobre viajem do tempo e nem com protagonista masculino, não nos últimos 10 anos! E nos dois quesitos o livro foi aprovado com louvor. Primeiro porque, como o tema é novo para mim e para a maioria dos leitores, eu tive receio de que houvesse aquelas explicações enormes e muito chatas. Mas não foi assim, conforme as coisas iam acontecendo e Jackson vivendo as situações novas, elas iam se explicando por si só, o que deu uma velocidade incrível na narrativa. O livro ficou vibrante de tirar o fôlego de tanta ação.

Quanto ao protagonista masculino, eu adorei a experiência. Jackson não tem aqueles frufrus de garota apaixonada. Ele ama Holly, mas fica aquela coisa melosa e tediosa de sempre. E ele tem um senso prático muito grande, coisa que mulheres não tem, então ele não fica o livro todo se consumindo com suas dúvida: "Oh, será que posso confiar em meu pai?", "Será que devo me aproximar de Holly em 2007?", "Devo envolvê-la nisso tudo novamente e tornar a por sua vida em risco?". O garoto toma sua decisão, vai lá e faz! Simples assim!
Como eu adorei ler algo assim.

Ficou bem óbvio que fiquei ensandecida com o livro né? A Julie Cross tem uma narrativa rápida e envolvente, e conseguiu trazer um tema relativamente novo para a literatura atual sem grandes traumas. Ela criou personagens incríveis, como Jackson e Adam (que são dois fofos), mas quem ganha mesmo a nossa afeição é Courtney, é ela a responsáveis pelas cenas que nos levam às lágrimas. 

Também é preciso parabenizar a editora pelo trabalho. Primeiro por ter mantido a capa, que é maravilhosa e traduz bem o espírito do livro. A diagramação toda ficou perfeita!

E como não poderia deixar de ser, Tempest já teve seus direitos de filmagem adquiridos pela Summit, a mesma produtora da Saga Crepúsculo, que promete fazer desta história uma revolução em termos de filmes de ação e aventura.

Livro mais que recomendado!

B-jussss! ♥
;-p



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