O Diário de Anne Frank - Anne Frank

FRANK, Anne. O Diário de Anne Frank. Tradução: Alves Calado. Rio de Janeiro: Record, 2015. 352 páginas. Título original: The diary of a young girl. Skoob.

Sinopse:
“O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.”
O Diário de Anne Frank é uma obra que ficou mundialmente conhecida por trazer um relato da Segunda Guerra Mundial sob o ponto de vista de uma adolescente, com uma linguagem simples e de fácil entendimento. O diário onde ela escreve suas experiências foi um presente de aniversário de treze anos, e ela tem a ideia de escrevê-lo para que pudesse realmente ser publicado, após ouvir uma transmissão radiofônica que incentivava as pessoas a documentar os eventos ligados à guerra, pois este material teria, futuramente, um grande significado.

Não é a primeira vez que leio o livro. Quando ainda estava na escola, me encantei com a história e o li diversas vezes, então quando pude refazer a leitura agora, já mais velha, percebi muitas diferenças. Na primeira leitura, Anne me parecia uma heroína ao estilo Princesa Disney: doce, meiga e educada, qualquer atitude que a garota tivesse que destoasse desse esteriótipo que eu tinha dela era atribuída a pressão de viver em cativeiro por tanto tempo. Nessa versão, me chamou a atenção os constantes conflitos de Anne com sua mãe, ela declara abertamente a preferência pelo pai, e seus ataques de mau humor e egoísmo.

Fiquei impressionada com as diferenças e descobri que a edição que eu lia no colégio não era completa. Assim que Otto Frank consegue publicar o diário de Anne, ele decide excluir da obra os relatos de seus desentendimentos com a mãe e sobre sua sexualidade. Como essa edição da editora Record é a completa, essas diferenças me fizeram ter outra visão sobre a história.

Anne não era uma heroína, não era uma princesa da Disney lutando contra a bruxa má. Era só uma adolescente, como qualquer outra que vemos aos milhares por aí, que só queria poder viver sua adolescência livremente. Era uma garota com sonhos e paixões que foram arrancados pela intolerância e pelo racismo, e que ainda muito jovem precisou lutar para sobreviver. Ela enfrentou a fome, o medo, o ódio, a incompreensão e todas as transformações de seu corpo trancada em um porão tendo como companhia apenas seus pais, a irmã mais velha e os Van Daan - o marido, esposa e o filho Peter, que se torna o melhor amigo da garota, e por quem ela vai se encantando ao longo da história. A menina registra a vivência destas pessoas sob a ameaça constante da morte e sua visão pessoal sobre este terrível confronto bélico.

É uma obra tocante e única, leitura obrigatória para todos os que se interessam pelo tema, e indicado também, para aqueles que querem apenas ler um clássico sensível e admirável.

A Autora

Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 -  Bergen-Belsen, 31 de Março de 1945), foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela tornou-se mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu Diário, no qual escrevia as experiências do período em que a sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.

Avaliação (5\5)





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5 comentários :

  1. Ainda não tinha lido nenhuma edição, e imagino que sua visão sobre a história dela deve ter mudado muito mesmo. :O
    Porque a essência do livro é as brigas com a mãe e sua sexualidade;
    beijos

    www.apenasumvicio.com

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  2. Ainda não li, mas em breve irei encomendar o meu, e escolhi a versão capa dura que saiu mais recente, pois achei linda. E uma história como essa merece o investimento. Como você disse, é um clássico e acho que todos conhecem o sabem algo sobre o livro. To ansiosa para ler e tenho certeza que vou amar. Bjs

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  3. Tatiana Petraccone9 de março de 2015 08:48

    Ainda não li a história, agora com a nova edição lançada tenho lido muitas resenhas, e estou cada vez mais curiosa para ler, uma história real que merce ser conhecida por todos, muitos nem sequer imaginam o que os judeus sofreram nesse período.

    Beijos

    http://paraisodasideas.blogspot.com.br/

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  4. Oi Nina!

    Eu acho que sou um dos poucos que ainda não leu esse livro, porque parece que o mundo todo já leu este livro.

    É sem dúvidas um livro que parece ter uma história incrível, e que apesar de eu não gostar muito do ambiente e da época em que se passa, eu leria e com certeza iria adorar.

    Beijos

    http://ummundochamadolivros.blogspot.com.br/

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  5. Nina, acredita que ainda não li esse livro?

    Mas só escuto elogios a respeito e estou bastante curiosa pela leitura fora que essa edição nova é muito linda que só me faz ficar com mais vontade de tê-lo.

    http://lisos-somos.blogspot.com.br/

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