Laços Inseparáveis - Emily Giffin

GIFFIN, Emily. Laços Inseparáveis. Ribeirão Perto, SP: Novo Conceito, 2012. 445 páginas. Título original: Where we belong.

Avaliação (1 a 5) ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

"Ela me dá um sorriso tenso, um pequeno sorriso. - Então eu passei três dias com você. Os três dias mais difíceis e tristes da minha vida.
- A gente... criou laços? - pergunto com meus olhos ardendo, meu estômago queimando.
- Ah, Kirby. Meu Deus, claro que sim! - ela exclama. - Passei cada minuto, cada segundo, com você." (p. 156)

Essa vai ser uma resenha bem difícil para mim. Esse livro me tocou profundamente ao tratar de um assunto que está muito presente na minha realidade agora, a adoção. Emily Giffin aborda o tema por vários ângulos diferentes e me fez refletir pontos que eu ainda não tinha considerado. Não estão entendendo nada, não é? Leiam essa resenha que me explico melhor...

Marian Caldwell tem 18 anos e acabou de concluir o ensino médio. Ela é linda, popular, líder de torcida, filha de família rica e está com sua vaga garantida na universidade de Michigan. Ela só não esperava engravidar nesse momento de sua vida, ainda mais de Conrad Knight. Não que ele não seja lindo, perfeito e totalmente apaixonado por ela, a questão não é essa. O problema é que Conrad não tem planos para o futuro, não vai para a faculdade e não busca meios para melhorar sua vida. Ele só quer tocar sua guitarra e viver sua vidinha simples de subúrbio. Com certeza, não é o parceiro certo para ela.

Então Marian toma uma decisão polêmica. Com a ajuda de sua mãe, ela tem o bebê em segredo e o entrega a adoção, e nem mesmo Conrad fica sabendo que teve uma filha.

Dezoito anos depois, Marian mora em Nova York e conseguiu reconhecimento e sucesso profissional. Ela é roteirista de uma uma famosa série de TV e namora o CEO da emissora que trabalha, Peter Standish, e seu mundo estará completo quando eles se casarem. Até que em uma noite uma jovem bate em sua porta dizendo que é sua filha.

Kirby Rose tem 18 anos e foi adotada ainda bebê por seus pais. Eles não podia ter filhos e esperaram e sonharam muito com um filho, até terem Kirby. Mas logo depois da adoção, um pequeno milagre aconteceu e eles conseguiram ter uma filha biológica, Charlotte. 
Kirby não tem reclamação alguma a fazer sobre sua família. Seus pais sempre foram amorosos e cuidadosos com ela, e nunca fizeram distinções entre suas filhas. Mas mesmo assim, ela sente que não se encaixa na família. Ela é rebelde e problemática e acredita que encontrando seus pais biológicos, possa se entender um pouco mais.

E assim Marian e Kirby se veem frente a frente e juntas terão que enfrentar os fantasmas do passado.

"- Você pode fugir, mas não pode se esconder." (p. 31)

* * * *

Eu estava bastante ansiosa para ler esse livro da Emily Giffin e ele não me decepcionou. Acredito até que é dos melhores livros dela que já li. Como a sinopse entrega pouca coisa do enredo, a cada página eu me surpreendia com as reviravoltas da história. Acho até que falei um pouco demais na minha sinopse, mas se não fosse assim, alguns dos comentários que tenho a fazer ficariam sem sentido.

O encontro de mãe e filha é muito tenso. Cheio de silêncios e pausas constrangedoras. Mas devagar a resistência das duas vai caindo e Marian percebe que pode ser amiga de sua filha, já que já é muito tarde para ser sua mãe. Esse foi um dos pontos mais positivos que encontrei no livro. Ficaria muito controverso se Kirby caísse de amores logo de cara por Marian, considerando que esta a abandonou e que sua família sempre a tratou com muito amor.

Eu já fiz vários posts aqui no blog contando para vocês minha luta por um filho. Há três anos descobri que tenho obstrução nas trompas e que a única maneira de ser mãe é por meio de uma Fertilização In Vitro, procedimento que é bastante caro e complexo. Por isso, não sei um dia poderei gerar um bebê. É claro que estou lutando com todas as armas que tenho à disposição e que não vou desistir com facilidade desse sonho, mas a adoção é uma opção que está cada vez mais próxima de mim. E ler esse livro me fez refletir bastante sobre o assunto.

Eu pude ver todo o processo por outros ângulos, o de quem adota, de quem entrega para adoção e de quem é adotado. Fiquei muito emocionada com os sentimentos de Kirby e de seus pais adotivos e tive pena de Marian por ter tomado uma decisão tão drástica com tão pouca idade. Mas no final das contas, o livro me fez ver o quanto a adoção é um ato de amor e me encheu de coragem para seguir com o processo. 

O livro é apaixonante! Com muita delicadeza e sem dramalhões (mas sem perder a sensibilidade), somos conduzidos para o mundo de sentimentos intensos e conflitantes das personagens e acredito que cada leitor será tocado de uma maneira diferente pelo livro. Mas ninguém sairá imune da leitura, rsrs. Até o final, que muita gente reclamou, para mim foi lindo, pois eu senti uma promessa no ar. Acho que se fosse diferente, seria bem irreal.

É isso peeps, o livro é lindo, cativante e emotivo. Me fez ficar fã eterna de Emily Giffin!
Leiam!

B-jussss! ♥
;-p



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