Citações #6: Jorge Luís Borges


"Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca."

Jorge Luis Borges


Poeta e escritor argentino, Jorge Luís Borges nasceu em Buenos Aires, em 24 de agosto de 1899. É considerado um dos maiores escritores em língua espanhola, alcançou o reconhecimento em idade avançada após ser cultuado na França.

O grande escritor era cego, mas enxergava o mundo pelas palavras, trabalhou como diretor da Biblioteca Nacional de Buenos Aires, além do espanhol, dominava muito bem o inglês e o francês. Sua obra expressava universalismo, variedade e excentricidade. Foi educado  em Genebra, Suíça; era de família portenha e culta e desde cedo amava os livros.

Uma doença genética causou-lhe uma mazela na visão que o incentivava a ler e a ver tudo em menos tempo. Aprendeu alemão sozinho e gostava de ler o filósofo Shopenhauer. Segundo escritores e críticos contemporâneos era capaz de colocar um universo dentro da caixa de fósforo pela simplicidade e objetividade como escrevia em seus textos.

Perdeu a possibilidade de ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura ao apertar a mão de Augusto Pinochet em 1976, num encontro em que foi condecorado. Porém tornou-se imortalizado na língua espanhola moderna.

No que se refere ao amor, o caso mais quente do escritor argentino foi com Estela Canto, que depois lançou o livro de memórias "Borges a Contraluz". Ele conta em sua biografia que a pediu em casamento. Moderna e liberada para a época, Estela respondeu: "Eu aceitaria, Georgie, mas não podemos casar sem antes dormir juntos". Borges ficou assustado e desapareceu.

Aos 50 anos, o escritor já havia perdido parcialmente a visão. Com o passar dos anos, quando a cegueira se fez completa, sua mãe, Leonor, passou a cuidar dele, lendo e escrevendo o que ditava.

Em 1967, Borges casou-se com uma amiga de infância, Elsa Astete. O casamento durou três anos e acabou com Borges fugindo de casa, sem coragem para discutir a separação. Sua mãe, Leonor, morreu em 1975. Seu segundo casamento foi com a sua ex-aluna Maria Kodama que se tornou sua secretária particular em 1981. Kodama era de origem japonesa e tornou-se a herdeira de seus direitos autorais.

Em 1983, Borges publicou no diário "La Nación" de Buenos Aires o relato "Agosto 25, 1983", em que profetizava seu suicídio. Perguntado depois porque não havia se suicidado na data anunciada, respondeu: "Por covardia". Borges afirmava freqüentemente o seu ateísmo e falava da solidão como uma espécie de segunda companheira. Faleceu no dia 14 de junho de 1986, aos 86 anos, em Genebra, Suíça.

Fontes: (Info Escola e Uol Educação)

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