A Febre do Amanhecer - Péter Gárdos


GÁRDOS, Peter. A febre do amanhecer. Tradução Edith Elek. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. 248 p. Título original: Hajnali láz. Skoob.

Sinopse:

"Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver."

Olá pessoal! Em meio a vários livros queridos resolvi me voltar para uma temática que me agrada muito, não por gostar de tortura e sangue, jamais, mas por amar as mensagens positivas que sempre vem incluídas em livros com temática em Segunda Guerra Mundial. Sendo assim quando vi a capa e li a sinopse, logo me encantei pela obra, e a resenha de hoje traz as minhas impressões sobre essa obra sensível e apaixonante. Com vocês: A Febre do amanhecer.

"O destino às vezes é generoso com os resistentes."

Miklos é um jovem Húngaro de 25 anos que acabou de sair da Guerra, ele esta sendo levado para uma base militar na Suécia onde será tratado junto com outros homens. Jornalista e poeta, a experiência na sua profissão foi curta, pois ele foi convocado para a guerra e toda sua vida foi deixada de lado. Mas apesar das torturas e de toda a dor e sofrimento, o jovem Miklos nunca deixou de sonhar e escrever. Mesmo que só em pensamentos, seus poemas estavam sendo criados e guardados a sete chaves.

Quando Miklos chega na Suécia, recebe a notícia de que sua saúde esta muito mais abalada do que imaginava, seus pulmões estão tomados pela tuberculose, e numa época e local onde remédios e tratamentos eram escassos, o rapaz descobre que tem pouco tempo de vida, não mais do que 6 meses. E é nesse momento que nosso protagonista resolve tomar uma atitude inusitada, ele não deseja morrer sozinho, como todo poeta ele deseja um amor, mesmo que por pouco tempo, e assim Miklos começa sua missão de mandar cartas para 117 jovens Húngaras também adoentadas na esperança de encontrar seu amor.

Em outra parte da Suécia, a jovem Lili recebe a carta a de Miklos, ela esta adoentada e depois de ser torturada e afastada de sua família, nada mais faz sentido, mas ainda sim ela se vê tentada a responder aquele rapaz que, mesmo desconhecido, se mostrou tão simpático. E assim se inicia uma amizade a distância que se transformará em amor e força.

Através de quilômetros de distância e uma nuvem de tristeza e dor, Lili e Miklos encontrarão amor e força, não nos braços um do outro, mas nas palavras. Sentimentos como fé, força, amor e até inveja são repassados nas linhas dessa obra, nem tudo são flores, e aqui descobrimos que em 1945 nem tudo foi só guerra.

"Vinte cinco anos e tanta, tanta coisa ruim. Eu não tenho como me lembrar de uma bela vida familiar harmoniosa: não faz parte de minha história. Talvez seja por isso que eu procure por uma tão desesperadamente..."

O livro é narrado em terceira pessoa, mas ao contrário de tudo que estamos acostumados, nessa obra o filho narra a história dos pais ao leitor. Curto porém o sentimento é longo, durante a leitura senti saudades, saudade da caligrafia, da época em que as pessoas conheciam as letras umas das outras. E tomada por esse sentimento de nostalgia me vi encantada e sonhando em cometer o mesmo disparate, escrever cartas, mandá-las a desconhecidos na esperança de ser respondida e assim conhecer pessoas, me comunicar com quem nunca vi de uma forma única, compartilhar segredos e transmitir conselhos de forma escrita, ser a companhia de pessoas solitárias, a saúde para pessoas doentes. O livro é mágico, a história, um romance diferenciado, que acolhe a segunda guerra mundial como plano de fundo e mostra que o amor pode aparecer de várias maneiras, até no terreno mais inóspito.

Super indico a obra para românticos de plantão, o livro é sensível, com uma escrita leve e uma leitura curta, apesar de conter mais de 200 páginas, a leitura transcorre de tal forma que a sensação é de que foram apenas 50.

A edição da Companhia esta linda, o material da capa é áspero e se diferencia daquilo que estamos acostumados, figuras de selos, carimbos postais e trechos de cartas em sueco representam bem o tema do livro, diagramação simples, deixando espaço para que as palavras mostrem a grandeza e riqueza da obra.


O Autor


Péter Gárdos nasceu em Budapeste em 1948. É diretor de teatro e cinema, tendo recebido diversos prêmios internacionais. A febre do amanhecer, seu primeiro romance, foi publicado em 32 países e adaptado para o cinema.



Avaliação (5/5)






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