Espada de Vidro - Victoria Aveyard


AVEYARD, Victoria. Espada de Vidro. Tradução Cristian Clemente. São Paulo: Editora Seguinte, 2016. 496 páginas. (A Rainha Vermelha, v.02). Título original: Glass sword. Skoob.

Sinopse
“O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.”

RESENHA SEM SPOILER!!!

É muito difícil falar desse livro sem soltar spoilers do primeiro, por isso tenho a sensação de que a resenha está um pouco vaga, mas acredito que seja melhor assim do que acabar estragando a surpresa de quem ainda não leu.

A Rainha Vermelha foi uma série que comecei a ler já achando que não ia gostar, isso porque se trata de uma salada de itens de outros livros que é difícil de engolir - a impressão que dá é que autora quis juntar tudo o que deu certo em outras distopias e escrever a dela. Mas por mais improvável que isso pareça, a coisa até que deu certo! Eu me apeguei à história a agora acho a série um Frankenstein super simpático, rsrs.

No final do primeiro livro, A Rainha Vermelha, Mare Barrow consegue fugir do palácio depois de ter sido condenada à morte por aquele que ela considerava seu melhor e maior aliado. Ela e o príncipe Cal são resgatados da Arena pela Guarda Escarlate e depois disso sua vida vai ser uma sucessão de surpresas. E a maior delas é saber que ela não é a única diferente.

Apesar de ter o sangue vermelho, ela tem poderes especiais como os prateados: ela consegue manipular a eletricidade. Depois de sua fuga do castelo, ela descobre que não é a única. Uma mutação genética está fazendo com que cada vez mais sangue vermelhos sejam tão poderosos quanto ela, os chamados sanguenovos, e ela possui uma lista com os nomes e endereços deles. O problema é que seus inimigos também possuem essa lista e agora ela precisa correr contra o tempo para resgatar esses sanguenovos antes que o novo rei os alcance.

Espada de Vidro é um livro muito mais complexo e cheio de ação do que o primeiro. São várias as cenas de luta, fuga e perseguição e a adrenalina está sempre a mil. Agora, os dilemas que Mare precisa enfrentar são maiores e suas escolhas têm consequências cada vez maiores. Ela luta contra um ditador e um sistema de governo que separa as pessoas pela cor de seu sangue, sem se importar com quem elas são, mas precisa tomar cuidado para não se transformar naquilo que combate, ao pensar apenas em salvar os sanguenovos.

Mas mesmo com o enredo tão cheio de ação, adrenalina e frases de combate ao racismo, preciso confessar que demorei séculos para ler, e teve momentos em que tudo o que eu queria era abandonar a leitura. E o pior é que eu estava até gostando do enredo, mas tinha algo me incomodando e só fui perceber o que era quase no final do livro.

E o que me incomodou tanto assim? A protagonista. Pois é, não consegui gostar de Mare, nem entender suas razões e ações. Ela reclama muito, descreve demais tudo que pensa e sente, se justifica o tempo todo tentando convencer a si mesmo que o que está fazendo é certo quando está óbvio que não está. Ela abandona a família e demora horas para perceber que os deixou para trás ou se preocupar com o destino deles. Ela desconfia de tudo e de todos, magoando seus melhores amigos com isso, mas não hesita em confiar em um completo estranho e jogar a si e a seus amigos numa missão quase suicida. E pior, ela não percebe quando está sendo tão mesquinha e racista quanto o rei, ao se importar somente com sanguenovos, ignorando as necessidades dos vermelhos e fomentando o ódio aos prateados.

Quando ela virou o símbolo da revolução e ganhou a título de garota elétrica, eu logo a associei à Katniss e ao Tordo, mas ela tem nem um quinto da fibra, da honradez e da força de Katniss. Mare é egoísta, dominadora e insensível. E muito disso, na minha opinião, vem do fato dela não superar a paixão por aquele que a traiu - mas ressalto que isso é só a minha opinião e que não está explícito no livro, portanto não é spoiler!

Enfim, o livro é bom, melhor até que o primeiro, mas peca na construção da protagonista. Imagino que o terceiro livro vá trazer uma remição de Mare, tudo se encaminhou para isso no final e, se for assim, a série pode se tornar uma excelente pedida. Do contrário será só mais uma decepção na minha estante.

Série A Rainha Vermelha


1. A Rainha Vermelha
1.5. Coroa Cruel
2. Espada de Vidro

A Autora

Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.


Avaliação (3/5)






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2 comentários :

  1. disqus_aSGDIijlXu24 de junho de 2016 18:55

    Oisss

    Eu tenho muita vontade de ler esses livros, mas depois que vi você falando que é um pouco de cada livro que deu certo fiquei um pouco decepcionada. Porém devo admitir que a capa está surpreendente linda e que sua resenha está incrível.....
    Adorei o blog
    Beijuh

    http://curaleitura.blogspot.com.br

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  2. Olá, quero muito ler a série, mas agora estou totalmente comprometida com leituras de editoras parceiras do blog, e está difícil ler os que compro por curiosidade. Gostei da resenha, parabéns!

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