A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard


AVEYARD, Victoria. A Rainha Vermelha. Tradução Cristian Clemente. São Paulo: Editora Seguinte, 2015. 424 páginas. (A Rainha Vermelha, v.01). Título original: Red Queen. Skoob.

Sinopse
“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.”

Uma verdade incontestável e absoluta: nunca me canso de distopias! Sério mesmo, parece que quanto mais leio o gênero, mais quero ler. Adoro todo o conceito do estilo: o mundo revolucionário, as mocinhas fortes, o contexto político, a luta contra a repressão. E por tudo isso, eu não via a hora de ler A Rainha Vermelha, que além de ser uma distopia, ainda tem muito de fantasia.

Mare vive em um mundo divido pelo sangue: vermelho e prateado.
Os vermelhos são os plebeus, que servem a aristocracia e o único direito que possuem é obedecer. Os que tem algum talento, vão trabalhar como como artesãos, comerciantes e trabalhadores braçais; os demais, serão recrutados aos 18 anos para serem soldados em uma guerra entre países que já dura cem anos. Mare tem 17 e sabe que seu destino é partir para guerra, assim como seus três irmãos mais velhos. A talentosa da família é sua irmã caçula Gisa, que é excelente tecelã. Para ajudar sua família, ela furta no mercado e, mesmo ciente do desagrado dos pais, ela não sente remorso.

Os prateados são a aristocracia, a nobreza. São ricos e detentores de poderes especiais que fazem com que eles dominem e subjuguem os vermelhos e sejam temidos e respeitados. Eles são divididos por famílias que usam sempre as mesma cores e possuem, em geral, os mesmos poderes, variando apenas o grau de intensidade desse poder.

Um dia, enquanto tentava encontrar uma maneira de seu melhor amigo Killorn não ir para a guerra, Mare tem seu destino transformado. Ela é levada para trabalhar como criada no palácio no real, e durante uma festa, sofre um acidente e descobre que, como os prateados, ela também tem um dom, que consegue controlar a eletricidade. Como como isso seria possível se seu sangue é vermelho? Apenas os de sangue prateado possuem poderes, nunca um vermelho. Para impedir que a notícia se espalhe, o rei cria uma farsa e obriga Mare a fingir que é uma prateada e a se casar com seu filho mais novo, Maven. Porém, é pelo filho mais velho, Cal, que o coração de Mare fica abalado.

No geral, a história é muito boa. A narrativa flui bem e nos prende à leitura e o enredo se desenvolve de uma forma que a gente fica interessado, querendo saber como a história vai terminar. Mas preciso dizer que senti o livro como uma verdadeira salada distópica, já que reconheci elementos de quase todas as distopias que já li. Foi como se a autora reunisse em um único livro tudo de bom que ela já viu em outros livros. Até aí, tudo bem, já que no mundo de hoje nada se cria e tudo se copia, mas confesso que me incomodou bastante.

Mare é uma personagem que tinha tudo para me conquistar, mas que não foi muito bem desenvolvida. No início, ela parecia ser muito astuta e durona, mas quando foi viver no palácio, ficou um pouco crédula e paciente demais, e eu esperava que ela fosse um pouco mais esperta para quem cresceu nas ruas. O mistério também não me surpreendeu, e saquei logo quem trairia quem, só Mare com sua infinita inocência não percebeu a arapuca que estava caindo.

Apesar disso é uma leitura legal, convidativa e que eu terminei já querendo a continuação, mas com estardalhaço todo que os fãs da série fazem, eu esperava bem mais. Leiam sem criar expectativas que vocês vão curtir.

Série A Rainha Vermelha

1. A Rainha Vermelha
1.5. Coroa Cruel
2. Espada de Vidro

A Autora

Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.


Avaliação (3/5)






B-jussssss! ♥
;-p

10 comentários:

  1. Oie.
    não gosto de distopias e honestamente esse livro nem quero ler. Tenho meus motivos enfim.
    Acredito que ele seja ótimo para quem gosta do gênero, mesmo a protagonista que não foi bem desenvolvida, quem sabe no próximo livro né?

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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  2. Oi Nina, sua linda, tudo bem
    Que pena que o livro não correspondeu às suas expectativas, eu realmente estava esperando uma livro fantástico pelas resenhas que eu li, mas já comecei a ver alguns comentários similares ao seu e até algumas pessoas que não gostaram do livro. Mas doro distopias e como você não me canso de ler mais e mais do gênero. Vou fazer o que aconselhou: ler sem expectativas, tenho certeza de que irei gostar. Sua resenha ficou ótima, me deu outra visão do livro.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  3. Olá,

    esse livro parece ser legal, na verdade eu estou querendo ler essa trilogia, que parece ser muito boa. Alguns falam muito bem outros nem tanto sobre os livros. É uma pena que o livro não tenha correspondido suas expectativas. www.sagaliteraria.com.br

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  4. Oi, tudo bom? Não é nada legal quando esperamos algo bom de um livro e de seus personagens e ele não é lá essa coca cola toda né? Confesso que isso de pegar elementos de vários livros e fazer uma nova obra não me agrada em nada. Por esse motivo já não realizaria essa leitura. Outro ponto que me desanimou foi o que disse da personagem principal. Sua resenha ficou muito boa e apreciei muito a sinceridade. Parabéns!

    Beijos!

    Entre Livros e Personagens

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  5. Tatiana Petraccone Silva19 de fevereiro de 2016 10:49

    Eitaaa Nina eu estou doida para ler esse livro! Como não leio muitas distopias vou acabar me surpreendendo com tudo. Adorei sua resenha.
    Beijos

    e arruma logo o celular, ta fazendo falta no nosso grupo do whats ;)
    http://viajandoentrecitacoes.blogspot.com.br/

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  6. Realmente, distopia é viciante. Eu aprecio muito o contexto político e também estou contando a hora de ler Rainha Vermelha, uma amiga disse que me emprestaria. Pelas resenhas e o pouco que sei do livro, acho o enredo fabuloso, mas não vou comprar pq é trilogia e fica muito caro.

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  7. Olá!
    Ainda não li o livro, mas pelo tanto que falam espero algo bem grandioso. Pena que ele não atendeu as suas expectativas.

    Bjs

    www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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  8. augusto guh pedagogo20 de fevereiro de 2016 10:23

    Tenho ouvido/lido falar muito bem desse livro. Gostei muito da proposta dele, me fascino por esse universo. tenho sido feliz na leitura de distopias.

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  9. Eu vejo as mais variadas opções possíveis sobre esse livro. hahaha Ainda não sei muito bem se quero lê-lo ou não, depois de várias coisas que já li, mas não o excluo completamente das possibilidades.

    Beijos,
    http://postandotrechos.blogspot.com.br/

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  10. Nina, eu sou louca pra ler esse livro! Ele parece ser muito bom, tem um toque de guerra, de romance... espero ter a oportunidade em breve!
    bjs
    umavidaliteraria1.blogspot.com.br

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Oi! Muito obrigada pela visita!
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B-jussss! ♥
;-p