Na Estrada Jellicoe - Melina Marchetta


MARCHETTA, Melina. Na estrada Jellicoe. Tradução Guilherme Miranda. São Paulo: Seguinte, 2016. 296 páginas. Título original: On the Jellicoe Road. Skoob.

Sinopse:
“A pequena cidade de Jellicoe, na Austrália, vive uma guerra territorial travada entre três grupos: os estudantes do internato, os adolescentes da cidade e os alunos de uma escola militar que acampa na região uma vez por ano. Taylor é líder de um dos dormitórios do internato e foi escolhida para representar seus colegas nessa disputa.
Mas a garota não precisa apenas liderar negociações: ela vai ter que enfrentar seu passado misterioso e criar coragem para finalmente tentar compreender por que foi abandonada pela mãe na estrada Jellicoe quando era criança. Hannah, a única adulta em quem Taylor confia e que poderia ajudar, desaparece repentinamente e a pista sobre seu paradeiro é um manuscrito que narra a história de cinco crianças que viveram em Jellicoe dezoito anos atrás.”

Comecei minha leitura de Na Estrada Jellicoe completamente no escuro, não sabia muito bem o que esperar do enredo, só que o livro tinha sido muito elogiado e recomendado pelo pessoal da editora. Então decidi me aventurar por ele e acabei me envolvendo um relação de amor e ódio que me corroeu durante toda a leitura e até agora eu não sei muito bem como avaliar a história. Mas vou tentar me explicar melhor e espero que vocês entendam o que quero dizer com isso.

No começo da leitura a narrativa é muito confusa e meio nebulosa. Eu tentava desesperadamente entender o que estava lendo e me sentia muito perdida no livro, mas ao mesmo tempo a escrita gostosa de Melina Marchetta não me deixava desistir da leitura. Ou seja, eu não entendia muito bem o que estava acontecendo, sabia que tinha um mistério no ar que em algum momento seria esclarecido e sentia uma forte simpatia e conexão com os personagens e por isso insisti até desvendar a incógnita que foi esse enredo para mim.

A história gira em torno de Taylor Markham, que foi abandonada pela mãe em uma loja de conveniência e resgatada por Hannah que a levou para o internato onde ela vive atualmente. Agora, aos dezessete anos, ela quer saber mais sobre o seu passado mas Hannah não parece disposta a colaborar e desaparece misteriosamente. Taylor encontra um manuscrito de Hannah que narra a história de cinco crianças que cresceram em Jellicoe dezoito anos atrás, e de alguma forma, a história dessas crianças parece estar relacionada com a sua.

Ao mesmo tempo que tenta desvendar esses mistérios, Taylor precisa liderar os alunos da Escola Jellicoe em meio às guerras territoriais contra os cadetes (alunos da escola militar) e os citadinos (alunos nativos da cidade). As guerras são um costume da região há décadas, mas a garota acredita que pode diminuir a rivalidade entre os grupos, mas o que ela não esperava era reencontrar John Griggs, um garoto com quem teve um relacionamento relâmpago no passado, como líder dos cadetes - e isso pode dificultar muito as coisas.

Acredito que o principal motivo de eu ter achado o livro tão confuso foi a narrativa ser bem fragmentada, dividida entre a visão de Taylor e o manuscrito, que para piorar um pouco, não está em ordem cronológica e fica indo e vindo o tempo todo. Eu já tinha passado da metade do livro quando consegui começar a desvendar os segredos e a engrenar a leitura. Aí eu não consegui mais parar, era como seu eu tivesse descoberto um livro novo dentro do que eu já estava lendo.

Fiquei completamente envolvida com os personagens, e o desfecho foi tão fofo que o livro acabou me marcando de uma maneira indelével. É um YA envolvente e arrebatador, mesmo que num primeiro momento não pareça ser, que tem romance e um mistério que merece ser desvendado ainda que isso requeira um certo esforço do leitor. E por isso eu insisto que se você começar a ler e a sentir as mesmas dificuldades que relatei aqui, não desista porque vale muito a pena ler Na Estrada Jellicoe.

A Autora

Melina Marchetta vive em Sidney,na Austrália, e começou sua carreira literária em 1992, quando publicou Looking for Alibrandi. Foi professora de inglês e história até 2006, quando resolveu se dedicar exclusivamente à escrita. Em 2009, Na Estrada Jellicoe recebeu o Michel L. Printz Award, o principal prêmio da literatura jovem adulta dos Estados Unidos.

Avaliação (3/5)






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;-p

9 comentários:

  1. Também sei como é esse tipo de leitura que muitos lhe indicam, e você "cai" de paraquedas na leitura. Narrativa fragmentada não é uma boa experiência que eu tenho, fico perdido demais mesmo. Mas parece ser uma história bem legal, conhecer a Taylor e também descobrir todo esse mistério que ela pode está ligada. Não tenho o costume de ler YA, mas fiquei bem curioso para saber mais sobre a história. Futuramente quem sabe, eu não dê uma oportunidade,
    Leitor Irônico

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  2. Eu tenho sérios problemas com livros de narrativa truncada. Gosto de ler para me distrair, pode ser um drama ou um livro em estilo político, que vá engrandecer em conhecimento ou em termos emocionais, mas a leitora precisa ser fluida.
    Quando isso não ocorre, mesmo com personagens cativantes e desfecho fofo eu simplesmente perco o interesse.
    Essa coisa de "muitos indicam" já me pegou algumas vezes.rs.

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  3. Suzana Chaves Linhares19 de julho de 2016 17:28

    Olá! Realmente, quando o livro fica confuso, perdemos o tensão de ler. Mas, se percebemos que a história vale a pena, vamos em frente. A sinopse é bem legal, a capa é linda. Talvez eu lesse ele. Beijos!

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  4. Eu tenho sérios problemas com livros que não engrenam... Até pode ter essas idas e vindas cronológicas se forem bem feitas, mas quando isso atrapalha a leitura, é um porre!... Eu achei a premissa do livro bacaninha, e gostei até do título. Talvez eu leia pra conhecer a história, mas nada certo. Valeu a dica de qq forma! ;)

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  5. Oii.. Eu vi quando esse livro foi lançado, acompanhei a divulgação dele na página da Editora. Confesso que não cheguei a ler a sinopse e nunca imaginei que se tratasse disso. O que me chamou atenção nele foi a capa. Infelizmente, apesar de o enredo parecer ser bom, essa questão da divisão do livro e da falta de cronologia meio que criaram um desinteresse da minha parte. Mas que bom que vc gostou. É sempre bom quando lemos um bom livro.
    Beijos

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  6. Ooi
    Desde o começo a sinopse não me atraiu muito, após ler a resenha confirmei que não seria um livro que gostaria.
    Achei a capa bem fofinha, que ena que a premissa nem tanto. Contudo, que bom que pelo menos o desfecho não te decepcionou. :)

    Beijoos
    http://estantemineira.blogspot.com.br/

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  7. Cristiane Rodrigues24 de julho de 2016 01:55

    Oiii!
    Geralmente, quando leio livros que não me prendem desde o começo, demoro séculos par ler. Mas, é bom saber quando o final vale a pena.
    Gostei da sua resenha, deixou bem claro sobre o que esperar do livro.
    Beijos

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  8. Esses livros que nos deixam com essa sensação de amor e ódio me enlouquecem... hehe... E não gosto de livros que se mostram tão confusos assim, esse manuscrito fora de ordem dividindo a narrativa com a visão de Taylor ia realmente me deixar maluca. Pelo menos chegou uma hora que você conseguiu engrenar na leitura, mas saber que levou mais da metade do livro para isso acontecer me faz ficar com os dois pés atrás, mesmo que você tenha achado que a leitura valeu a pena.

    Beijo.

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  9. Olá.... fico louca com esses livros que deixam uma relação de amor e ódio... o ultimo que me causou isso foi Convergente... mas foi uma de minhas melhores leituras hahah.... bom eu tenho dúvidas sobre a leitura desse livro... essa é a segunda resenha que leio dele... li uma extremamente positiva e a sua com essas ressalvas... tem livros que tem um começo lento mesmo e depois a narrativa te prende até o fim... ainda não sei o que decidir... ao mesmo tempo que o enredo me interessou outras coisas nem tanto, vou aguarda mais algumas resenha para compor a minha decisão. xero!

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