Imperfeitos - Cecelia Ahern


AHERN, Cecelia. Imperfeitos. Tradução Paulo Polzonoff Junior. Ribeirão Preto, SP: Editora Novo Conceito, 2016. 320 p. (Flawed, v.1). Título original: Flawed. Skoob.

Sinopse
“Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, rechaçados da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan.
Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? 
Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo.”

Cecelia Ahern é uma figurinha fácil aqui no blog. Amo a autora e leio tudo dela, tem resenha aqui de quase tudo o que ela lançou no Brasil. Então imaginem a minha ansiedade, e apreensão, quando soube que o novo livro dela seria totalmente diferente, um Young Adult distópico. Será que a rainha do romance iria se sair bem escrevendo sobre outros temas e para um público novo?

Celestine North vive em um mundo onde a perfeição é requisito básico para ser aceito na sociedade, e nesse quesito, não há nada que a desabone. Filha perfeita, boa aluna e namorada do filho do Juiz Crevan, o homem de representa o poder e a justiça nessa sociedade. Ela é feliz e apaixonada pelo namorado, nunca pensou em contestar o sistema ou refletiu se existe justiça na maneira como eles vivem, para ela é normal que imperfeitos vivam marginalizados. E como saber quem é imperfeito? Simples: eles são obrigados a andar com uma faixa amarrada no braço, além de serem marcados à ferro em locais diferentes, dependendo da razão de sua imperfeição.

“No Dia da Sentença, o juiz decide se o acusado é ou não imperfeito. Se sim, suas imperfeições são pronunciadas publicamente e sua pele marcada com um I em um dos cinco lugares possíveis. A localização do I depende da transgressão cometida. Para quem toma decisões ruins, é na têmpora. Para quem mente, na língua. Para quem trapaceia, na palma da mão direita”.

Mas tudo começa a mudar quando uma vizinha de Celestine é considerada imperfeita. De repente, ela começa a perceber o absurdo de tudo isso, e uma má decisão vai por todo o seu mundo perfeito a perder.

Como primeira incursão no mundo das distopias juvenis, Cecelia Ahern até que não foi mal. A história é interessante, tem um bom ritmo e o cenário e personagens criados por ela são razoáveis. Mas, a narrativa não me agradou nem um pouco, as frases são curtas e me pareceu que Ahern quis facilitar a leitura para os mais jovens e nessa tentativa, acabou facilitando demais. Ficou tudo meio raso e os argumentos não me convenceram.

Celestine é fraca e muito sem sal, e não consegui entender as razões que a levaram a tomar as decisões que tomou. Tudo era muito confortável para ele e não houveram acontecimentos que justificassem suas mudanças. As punições que lhe foram impostas foram rigorosas demais se comparadas às de outros personagens e não se justificavam, e eu simplesmente não conseguia acreditar que ninguém mais estava percebendo isso.

O vilão também é péssimo e, ao invés de me fazer ficar com raiva eu só senti indiferença por ele. Os garotos que deveriam formar um triângulo amoroso com Celestine e apimentar um pouco a história mal aparecem, e o pior, o mais interessante deles tem apenas duas falas. Pior ainda, a garota se interessa por ele em dois segundos enquanto vivia um dos momentos mais difíceis da vai. Pode isso?

Infelizmente, eu não gostei do livro. Quando mudou de estilo, Cecelia Ahern perdeu boa parte de sua essência. Mas isso não me faz gostar menos dela, escrever estilos diferentes é algo para poucos autores e essa é a primeira tentativa dela. Quero continuar lendo seus romances, mas dos juvenis quero passar bem longe.

A Autora

Cecelia Ahern é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema - assim como Simplesmente acontece. O ano em que te conheci, Como se apaixonar, A lista, O presente, O livro do amanhã e A vez da minha vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família.

Avaliação (2/5)






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