Ligeiramente Pecaminosos - Mary Balogh


BALOGH, Mary. Ligeiramente Pecaminosos. Tradução Ana Rodrigues. São Paulo: Editora Arqueiro, 2016. 272 p. (Os Bedwyns, v. 05). Título original: Slightly sinful. Skoob.

Sinopse
“Em meio à Batalha de Waterloo, lorde Alleyne Bedwyn é ferido e dado como morto pela família. Ao acordar, ele se vê no quarto de um bordel sem lembrar quem é ou como foi parar ali. Sua única certeza é que deseja conquistar o coração do anjo que cuida dele todo dia.
Contudo, assim como ele, Rachel York não é quem parece. Depois de enfrentar uma situação difícil, que a levou a viver numa casa de pecados, agora a bela e inteligente jovem precisa recuperar seu dinheiro e as economias das amigas prostitutas, roubados por um falso clérigo. E o belo soldado de quem vem cuidando parece perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la em seus planos.
Porém, apesar de ter perdido a memória, Alleyne não perdeu nada de sua sedução. De volta a Londres, os dois se envolvem em um escândalo pecaminoso e, a cada beijo, esquecem que seu relacionamento é apenas uma farsa e ficam mais perto de se entregar à paixão.
Neste quinto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh apresenta um romance repleto de humor, com personagens carismáticos que o leitor não conseguirá abandonar ao fim da história.”

Amo Romance de Época e na minha Retrospectiva Literária de 2016 ficou claro que foi o estilo que mais li no ano passado, e sinto que esse ano não será diferente já que a primeira resenha do ano já é um do estilo, rsrsrs.E de todos os Romances de Época que já li, a minha série preferida é, sem sombra de dúvidas, Os Bedwyns. Seis irmãos aristocráticos, muito ricos, com personalidades fortes e narizes marcantes, eles são do tipo que não se enquadram nas convenções sociais e que, quando se apaixonam, são eternamente fiéis.

No final de Ligeiramente Seduzidos, quando acompanhamos a história da caçula Morgan, ficamos com o coração na mão por Alleyne, que desapareceu durante a Batalha de Waterloo. Dos seis irmãos, ele é o meu preferido, por seu estilo bonachão e bom humor impagável, então estava ansiosa por esse livro, para saber por onde anda o Bedwyn mais galanteador.

Ferido durante a batalha, Alleyne cai do cavalo e bate a cabeça, ficando sem sentidos em meio aos mortos e feridos e é resgatado por Rachel York. Quando acorda, ele está sem memória mas, pelo seus modos refinados, todos percebem se tratar de um lorde. Rachel teve uma educação esmerada, mas depois que o pai perdeu tudo no jogo, ela teve que trabalhar como dama de companhia, quando foi enganada por um mau caráter que, ao se passar por seu noivo, levou todas as suas economias e as de suas amigas, donas de um bordel em Bruxelas.

Ela tem a herança da mãe para receber, mas seu tio só pretende entregá-la caso Rachel se case com um homem honrado, e o soldado desmemoriado e de aparente boa estirpe parece ser o homem perfeito para se passar por seu marido e ajudá-la a recuperar seu dinheiro. Mas a proximidade forçada que os dois serão obrigados a conviver vai fazê-los esquecer o que é realidade e o que é fantasia, principalmente quando a atração irresistível levá-los a se entregarem à paixão.

Como eu disse antes, Alleyne sempre foi o meu Bedwyn preferido. Irreverente e nada modesto, suas aparições nos livros anteriores sempre me arrancaram gargalhadas, e por isso, eu esperava encontrar aqui o jovem espirituoso e divertido que já conhecia, mas não foi bem assim. Entendo que nem poderia ser, afinal o rapaz estava sozinho, desmemoriado e sem um tostão furado e dependendo da boa vontade de prostitutas, fica complicado bem manter o bom humor nessas circunstâncias. Mas mesmo assim eu esperei um pouco mais dele, que em certos momentos foi terrivelmente sem sal, mais parecia o rígido Aidan de Ligeiramente Casados do que o doidivanas que estava acostumada.

Rachel também não conseguiu me agradar. Quando soube que ela viveria em um bordel, imaginei uma mulher mais desenvolta e segura de si, e não uma jovenzinha tola e inocente demais, do tipo que cora o tempo todo. Ela é boazinha demais, perfeitinha demais, sempre colocando os interesses e o bem estar dos outros na frente do seu. Não estou criticando sua atitude, que aliás é muito altruísta e bonita, mas eu esperava ansiosamente pelo momento em que ela se tornaria uma mulher adulta e isso demorou um pouco demais para acontecer.

O livro não é ruim e, apesar de todos os clichês, o desenvolvimento é muito bom e a narrativa de Mary Balogh é insuperável, mas o casal realmente não conseguiu me convencer, parecia que eles não tinham tanta química e não foram protagonistas carismáticos. Como um livro individual ele até que é bom, mas quando colocado dentro da série e comparado com as histórias anteriores, sinto que Alleyne merecia algo muito melhor. Eu pelo menos, esperava muito mais para ele.

Mas mesmo com esses defeitinhos que citei, eu não deixaria de ler por nada nessa vida, só por causa de Bewcastle, o irmão mais velho. Como sempre, ele foi maravilhoso e as cenas em que ele apareceu foram perfeitas. E agora, estou ansiosa por Ligeiramente Perigosos, quando enfim vamos saber quem será a lady que domará o coração desse duque tão mal humorado.

Não deixo de recomendar e ainda reforço: os Bedwyns são incríveis! Leiam!

Série Os Bedwyns


A autora

Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico. Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros. Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.

Avaliação (3/5)






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