Outlander: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

GABALDON, Diana. Outlander - A Viajante do Tempo. Tradução: Geni Hirata. Saída de Emergência, 2014. 800 páginas. Título original: Outlander.

Sinopse
“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”
O que dizer de Outlander? Eu já esperava que o livro fosse bom, mas depois que comecei a ler percebi que se tratava de uma das melhores fantasias que já li. Ação, emoção, aventura, romance, erotismo, conspiração… tem de tudo no enredo. E o mais interessante, é uma fantasia só no que diz respeito à viagem no tempo, pois todo o restante é extremamente realista, plausível e condizente e imagino que Diana Gabaldon fez uma tremenda pesquisa para poder ambientar tão bem seu livro no século XVIII, tanto histórica quanto politicamente.


O livro é dividido em seis partes que são marcos no desenvolvimento do enredo e que organizam as principais reviravoltas do enredo. A narrração é em primiera pessoa pelo ponto de vista da Claire e é tão vívida e poética que consegue nos transportar no tempo e nos espaço, direto para a Escócia de 1743. O único problema é que é muito, muito, muito detalhista, Gabaldon descreve cada cena, cada movimento, cada gesto dos personagens e acaba pecando pelo excesso de detalhes e a leitura fica um pouco cansativa.

Entretanto o grande diferencial do livro são os personagens que possuem uma profundidade e um realismo chocante. São muito humanos e não simples mocinhos e bandidos, todos erram e acertam conforme suas experiências e fica fácil se identificar com eles. Mas é claro que o destaque fica para o casal protagonista Claire e Jamie, que são hilários juntos e que controem uma história de amor e cumplicidade imbatível. Primeiro eles se tornam grandes amigos e amor vai vindo com tempo, devagar. Eles não se apaixonam do dia para noite e sabem a diferença entre o amor e o desejo.


Claire é personagem feminina perfeita para essa história. Ela foi enfermeira durante a Segunda Guerra Mundial e isso faz com que ela reúna conhecimentos (e estômago) necessários para se virar bem como médica no passado. Por ter ficado tanto tempo entre os soldados, ela se adapta rapidamente no clã MacKenzie e consegue se fazer respeitar pelos homens dali. Teimosa, forte e corajosa, ela não hesita em tomar decisões e a lutar pelo que quer e sempre tem resposta para tudo na ponta da língua.

Já Jamie é a síntese de tudo o que a gente sonha! Forte, honesto, sincero, corajoso, leal aos seus princípios e à sua família e, além de tudo lindo! E o mais interessante, é que ele consegue ser tudo isso sem deixar de ser um típico escocês turrão do século XVIII, com toda aquela marra característica da época. É praticamente impossível não se render aos seus encantos e eu confesso que suspirei várias vezes enquanto lia, kkkk.

Só uma coisa me incomodou muito com relação a Jamie: ele sofre demais! Ele é espancado a cada cinquenta páginas, ao vivo ou em suas memórias. O rapaz apanha tanto que nem sei como Claire conseguiu remendá-lo tantas vezes. Agora juntem esse constantes espancamentos à narrativa detalhista de Gabaldon e você terá cenas de embrulhar o estômago. E isso deixou uma pergunta que não quer se calar ecoando na minha cabeça: por que criar um dos mais atraente, sexy e apaixonante personagem que já tive o prazer de ler para massacrá-lo assim? Teria Diana Gabaldon tendências sádicas?


Mas, brincadeiras à parte, foi uma leitura inesquecível e o livro é um forte concorrente para o Top 10 2014. Mesmo com os excessos (tanto de detalhes quanto de surras no pobre Jamie, rsrs) a história nos prende com suas conspirações políticas e romance na medida certa. Dificilmente o leitor se manterá imune ao chame de Jamie, digo, de Outlander.

A história foi adaptada para a TV e se transformou em uma série que estreou em agosto nos Estados Unidos e teve o envolvimento da própria autora na produção. Eu ainda não vi, pois queria ler o livro primeiro, mas estou muito curiosa para ver.



Série Outlander
  1. A Viajante do Tempo
  2. A Libélula no Âmbar
  3. O Resgate no Mar (parte 1 e parte 2)
  4. Os Tambores de Outono (parte 1 e 2)
  5. A Cruz de Fogo (partes 1 e 2)
  6. Um Sopro de Neve e Cinzas (partes 1 e 2)
  7. Ecos do Futuro (partes 1 e 2)
  8. Written in My Own Heart’s Blood (ainda não lançado no Brasil)
A Autora

Diana Gabaldon cresceu no Arizona, EUA, e é de ascendência mexicana-americana e inglesa. Tem formação em Zoologia, Biologia Marinha e Ecologia. Foi professora universitária durante mais de doze anos antes de se dedicar à escrita em tempo integral. Outlander, a Viajante do Tempo é o primeiro volume da sua série de enorme sucesso mundial, adaptada para a TV em 2014. Vive atualmente em Scottsdale, no Arizona.

Avaliação (5/5) ♥





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