Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh


BALOGH, Mary. Ligeiramente Perigosos. Tradução Ana Rodrigues. São Paulo: Editora Arqueiro, 2017. 304 p.  Título original: Slightly dangerus. Skoob.

Sinopse
“Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção.
Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente.
Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida.
Em Ligeiramente perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.”

Ainnnnn gente! Nem acredito que esse é o último dos Bedwyns! Que tristeza me despedir dessa família maluca e adorável! Protelei muito para ler esse último volume, recebi o livro em abril e só agora me encorajei a dizer adeus à série.

Nos volumes anteriores, cada um dos Bedwyns encontraram sua cara metade, só faltava o sisudo irmão mais velho, Wulfric, o conde de Bewcastle. Ele aparece em todas as histórias e sempre tem um papel decisivo nelas. Mas o conde tem um temperamento austero e é frio como o gelo! E isso aconteceu por causa da educação severa que ele recebeu. Ele tinha doze anos quando o pai descobriu que tinha pouco tempo de vida e então, Wulfric foi separado dos irmãos e ensinado a sempre usar a razão acima da emoção. Esse seu temperamento gélido fez com que ele fosse duramente rejeitado na juventude por uma moça com a qual pretendia se casar e agora o conde prefere se manter bem longe de relacionamentos. Ele mantém apenas uma amante de longa data, que ele considera mais um acordo comercial do que um caso amoroso. Mas depois da morte prematura dessa amante, Wulfric precisa encontrar outra dama discreta e disposta a ocupar o posto vago.

Além disso, o conde está sentindo o peso da solidão já que a casa ficou vazia depois que os irmãos mais novos se casaram. Assim, num impulso, ele aceita o convite para passar uma temporada festiva na casa de lady Renable em Schofield Park, Gloucestershire. Justo ele que nunca participa desse tipo de evento e acredita ser essa uma maneira insípida de se passar duas semanas. Mas agora já não poderia voltar atrás.

“Ele não queria uma duquesa.
Mais especificamente, não queria uma duquesa que não estava na mesma posição social que ele, que era bela o tempo todo e incrivelmente adorável quando estava animada, porém que não era nada elegante ou refinada, que se comportava de modo impulsivo e nem sempre mostrava o decoro ou a polidez adequados. Uma mulher que chamava atenção para si o tempo todo, que se empolgava com qualquer coisa e simplesmente ria quando as coisas saíam errado, em vez de se mostrar adequadamente constrangida. Havia enormes responsabilidades atreladas à posição de duquesa. Se algum dia se casasse, Wulfric gostaria - iria precisar - se unir a alguma dama originalmente criada e educada para assumir seu papel com confiança.”

É nessa temporada que ele conhece Christine Derrick, uma jovem e encantadora viúva que chama sua atenção. Mas Christine não poderia ser mais diferente do tipo de mulher que conde procura, ela é impulsiva, barulhenta e cheia de vida e não se sente nem um pouco intimidada por ele, muito pelo contrário, ela sustenta seu olhar e nunca abaixa a cabeça para ele. Ela também é atrapalhada e está sempre envolvida em confusões e situações constrangedoras como quedas em rios, vestidos rasgados e tropeções. Intrigado pelas atitudes da moça, embora despreze seu comportamento, Wulfric se vê disposto a seduzi-la, mas Christine não quer se prender novamente, principalmente com um homem tão sério e cheio de regras como ele. O problema é que Christine não teve um casamento feliz e ainda não superou as estranhas circunstâncias que envolveram a morte de seu marido, e por isso ela está determinada a permanecer sozinha e livre. Diante de tamanho impasse, qual dos dois vai se render primeiro?

“- Pode mesmo? - perguntou num tom ácido. - Pode me oferecer um marido com uma personalidade cálida, dotado de bondade desinteressada e com senso de humor? Um marido que ame as pessoas, as crianças, as traquinagens e o ridículo? Alguém que não seja obcecado consigo e com a própria importância? Alguém que não tenha o coração de gelo? Ou que tenha um coração? Alguém para ser um companheiro, um amigo e um amante? Isto é tudo como que tenho sonhado, Vossa Graça. Pode me oferecer tudo isso? Ou alguma das coisas que listei? Qualquer uma?”

Eu estava muito ansiosa por este livro e muito curiosa para saber que tipo de mulher conseguiria derreter o gelo de Wulfric Bedwyn, e acredito que Christine foi perfeita para isso! Ela conseguiu dobrar o conde e fazer com que ele trabalhasse muito para merecer seu amor, provando que por baixo de toda aquela frieza havia um coração. Aos poucos, ele percebe que a vida é muito mais do que suas obrigações aristocráticas e se rende à alegria de Christine. Assim, o relacionamento dos dois demora a acontecer, dando tempo para que eles consigam resolver suas questões antes de se decidirem a ficar juntos.

A escrita de Mary Balogh é incrível, muito elegante e cheia de bom humor. Ela conseguiu encerrar a série brilhantemente, dando a Wulfric a história de amor que ele merece. Esse foi, com certeza o meu livro preferido da série. Agora só preciso encontrar um jeito para superar minha tristeza pelo fim e me conformar a viver em um mundo sem os Bedwyns!

Série Os Bedwyns


  1. Ligeiramente Casados
  2. Ligeiramente Maliciosos
  3. Ligeiramente Escandalosos
  4. Ligeiramente Seduzidos
  5. Ligeiramente Pecaminosos
  6. Ligeiramente Perigosos

A autora

Mary Balogh nasceu e foi criada no País de Gales. Ainda jovem, se mudou para o Canadá, onde planejava passar dois anos trabalhando como professora. Porém ela se apaixonou, casou e criou raízes definitivas do outro lado do Atlântico. Sempre sonhou ser escritora e tinha certeza de que, no dia em que escrevesse um livro, ele seria ambientado na Inglaterra do Período da Regência. Quando sua filha mais nova tinha 6 anos, Mary finalmente encontrou tempo para se dedicar ao antigo sonho. Depois de três meses escrevendo na mesa da cozinha, a primeira versão de sua obra de estreia estava pronta. Publicada em 1985, deu a Mary o prêmio da Romantic Times de autora revelação na categoria Período da Regência. Em 1988, depois de vinte anos de magistério, ela passou a se dedicar apenas aos livros. Hoje Mary Balogh é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times e vencedora de diversos prêmios literários.

Avaliação (5/5)






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